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Prostituição pode ser definida de forma ampla como a troca consciente de atividade sexual por bens, dinheiro, favores ou informações, em oposição a sexo motivado por sentimentos de afeto, atração e busca de prazer [1]. Embora a prostituição seja muito mais comum entre mulheres, não é raro encontrá-la também entre homens, hetero e homossexuais, incluindo também transexuais.

Aspectos psicossociaisEditar

Motivações Editar

A prostituição pode ser considerada coercitiva quando a pessoa o faz por coação ou necessidade (e não por vontade livre), o que parece ser o caso mais comum, principalmente entre pessoas pobres. Convém distinguir entre diversos casos:

  • A) Pessoas que se prostituem por coerção familiar (especialmente as crianças), carência financeira (pobreza, dívidas ou sustentar dependentes) e dependência de drogas.
  • B) Pessoas que se prostituem buscando condições mais dignas de vida (como pagar uma faculdade).
  • C) Pessoas que se prostituem para ter acesso a status e bens de luxo.
  • D) Pessoas que se prostituem por prazer.

Os casos A e B seriam os mais coercitivos. Assim, é provável que enquanto pessoas nas condições C e D possam viver confortavelmente com sua atividade, pessoas nas condições A e B são mais sujeitas a coerção e mais expostas a riscos sociais.

Rejeição e discriminação social da prostituição Editar

A prostituição e seu uso, embora bastante comuns, são moralmente reprovados em muitos contextos sociais, o que faz com que as pessoas que a praticam ou que se utilizam dela possam ser repreendidas, humilhadas ou coagidas. O estigma social da profissão incentiva muitas a manterem a profissão em segredo com medo de discriminação, fichamento policial (o que dificultaria muito a possibilidade de outra atividade profissional), problemas com a família, etc.

Auto-estima Editar

Muitas mulheres entram nesse universo por estarem desiludidas com elas próprias, se desvalorizando. E, em alguns casos, por alguém estar atribuindo um valor a elas, a prostituição pode contribuir para um certo aumento da auto-estima.

Riscos de violência Editar

Prostitutas são mais sujeitas a riscos sociais como desrespeito, abuso, coerção e violência (incluindo violência sexual) e frequentemente não recebem o mesmo amparo das autoridades legais. Principalmente as que atuam nas ruas, autonomamente, em segredo ou em lugares onde a prática é proibida. A busca por associações, agências, bordeis e cafetões é muitas vezes motivada pela busca de amparo contra violência.

Riscos de doenças Editar

Também há maior exposição a doenças, especialmente DSTs como AIDS e HPV.

Aspectos políticos e econômicos Editar

Demanda e mercado de trabalho Editar

A demanda pela prostituição sustenta a lucratividade da profissão e mantém o interesse na profissão, atraindo mais pessoas.

Em muitos países a prostituição está diretamente associada o tráfico de mulheres e crianças, e à exploração da imigração ilegal.

Legislação Editar

Tanto a proibição e a legalização da prostituição costumam ter efeitos indesejáveis; as medidas de proibição costumam fazer com que as prostitutas trabalhem escondidas e sem nenhuma proteção legal, se aliando a cafetões e ao crime organizado para proteção, ou se expondo mais a violência. As medidas de descriminalização e legalização diminuem o fardo moral, e fornecem alguma proteção trabalhista e segurança contra violência, mas favorecem exploração e favorecem a busca pela prostituição. Não há consenso sobre qual política melhor ampara as prostitutas com segurança e ao mesmo tempo desincentiva sua prática e exploração.

Veja também Editar

Links Editar

Referências Editar

  1. Prostituição - Wikipédia

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