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Há várias objeções a teoria utilitarista, e muita delas ainda geram controvérsias. Se irá comentar basicamente duas objeções, quanto permissibilidade e quanto a exigências impostas ao agente.

Exigência Excessiva

Afirma-se que a teoria utilitarista exige um esforço excessivo do agente. De acordo com a objeção, se fossemos seguir a risca a teoria, teríamos de nos abster de todas as preferências fúteis, e nos dedicar somente a problemas com alto impacto positivo.

A resposta utilitarista sugere que devemos(i)distinguir o errado do condenável ou/e (ii)rejeitar a maximização, aceitando a satisfabilidade.

Por exemplo, oosso assirtir TV em situações de cansaço, e este ser um ato errado, no entanto, não é condenável, pois não equivale a um ato condenável, como um assassinato. Neste sentido, a praticabilidade é vista como um dos principais fatores a se considerar em ética filosófica.

(ii)sugere que devemos tentar fazer ações que gerem um nível suficiente de bem estar, sem buscar a todo momento maximizar este valor. Esta seria uma versão sub-maximizante da teoria, onde se exige menos do agente. Porém, fica por explicar as razões para tal, onde se deve traçar a linha de exigência? Extremamente Permissível

A teoria utilitarista é formulada sem considerar constrangimentos ou obrigações especiais. É de se supor que a teoria irá resultar em situações onde o agente adota ações intuitivamente condenáveis, ou promover o bem estar de pessoas distantes em vez daquelas mais próximas.

A resposta basicamente afirma que regras deontológicas como "não matar" ou "não mentir" só geram bem maior quando violadas em casos raros.

Um ponto aqui é admitir a relevância das regras e constrangimentos na formulação de uma teoria ética. Defende-se por vezes que nossa tendência para sentir culpa ou obrigação para com pessoas ou grupos é indício de que devemos ao menos assumir regras mínimas. Todavia, incluir ou não regras como pontos focais em uma teoria ética permanece como questão em aberto.




Exigências

Mulgan, T. (2001), The Demands of Consequentialism, Oxford: Oxford University Press.

Singer, P. (1972), ‘Famine, affluence, and morality’, Philosophy and Public Affairs, Vol. 1, No. 3, 229–243.


Acerca de Constrangimentos

Nagel, T. (1986), The View from Nowhere, New York: Oxford University Press, 175–180.

Nozick, R. (1974), ‘Moral constraints and moral goals’, in Anarchy, State and Utopia, New York: Basic Books, Chapter 3, 28–30.

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