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Há 3 posições mais comuns entre utilitaristas a respeito da produção, uso e consumo de animais e seus produtos:

  • Abolicionismo : Sustenta que a produção de produtos animais é feita de maneira insustentável e sem consideração pelos interesses dos animais, sendo assim um mal, e que deve ser combatida e se possível eliminada completamente.
  • Bem-estarismo : Sustenta que a produção pode ser feita com consideração do bem-estar dos animais e de maneira ambientalmente responsável, sendo assim boa para animais e seres humanos.
  • "Extincionismo": Sustenta que a vida animal é inerentemente sofrida e que utilitariamente deveríamos eliminar os indivíduos aos quais não pudéssemos prover e garantir boa qualidade de vida, inclusive na natureza.

Pode-se ter diferentes posições em relação a diferentes tipos de produção animal. Abolicionistas, extincionistas e mesmo diversos bem-estaristas adotam e promovem o veganismo ou outras formas de restrição alimentar e de consumo a fim de evitar a corroboração com práticas prejudiciais aos animais.

AbolicionismoEditar

Veja o artigo abolicionismo.

Abolicionistas defendem que a produção de produtos animais é inerentemente prejudicial aos animais ou que, embora sob algumas condições possa ser considerada boa, não pode ser garantida pelos meios societais disponíveis atualmente e que então seria melhor se proibida.

Também defendem de que o uso de animais como bens de consumo incentiva o especismo, desmerecendo sua importância ética e favorecendo que seus interesses sejam desprezados também em outras questões.

O abolicionismo é defendido por argumentos deontológicos de que a exploração dos animais é intrinsecamente ruim sob quaisquer condições, ou por argumentos consequencialistas práticos como o de que a produção é efetivamente ruim e que isto não pode ser devidamente evitado por meios de práticas regulatórias.

Abolicionistas geralmente defendem a eliminação do consumo e produção de todos os produtos animais.

Bem-estarismoEditar

Veja o artigo bem-estarismo.

Bem-estaristas defendem a idéia de que animais podem ter uma vida boa se garantidas certas condições de bem-estar, que estas condições podem ser garantidas por meio de instituições sociais e fiscalização, e de que seria assim legítimo e benéfico criar animais para consumo humano nestas condições.

Entretanto, é conhecido que grande parte da produção animal atual não satisfaz condições razoáveis de bem-estar. Seria então utilitário promover e procurar meios de incentivar, impor e garantir que estas condições sejam cumpridas na produção, e desincentivar e evitar o consumo de produtos feitos fora delas.

Assim, deve-se minimizar o consumo de produtos animais criados em condições ruins, assim como disseminar informação a respeito dessas práticas. Particularmente a pecuária intensiva para produção de frangos, perus, ovos e suínos é considerada altamente anti-utilitária e deveria ser abolida.

Abolicionistas criticam bem-estaristas dizendo que os padrões de bem-estar atuais não são suficientes para garantir o bem-estar dos animais, que são meros artefatos de marketing para qualificar produtos, não são devidamente fiscalizados e que a defesa deste tipo de estratégia corrobora assim com a perpetuação do sofrimento animal.

"Extincionismo"Editar

O "Extincionismo" não é uma corrente convencional no utilitarismo, embora diversos utilitaristas usem argumentos extincionistas ocasionalmente, especialmente no utilitarismo negativo. Geralmente é considerada uma posição muito radical e com consequências ecológicas indesejáveis e difíceis de se prever atualmente.

Esta posição defende que a vida dos animais (todos, não-humanos, algumas espécies, dependendo do caso) é inerentemente cheia de sofrimento que superam seu bem-estar, e que portanto não é utilitária e que seria melhor se não existisse. O ato mais utilitário seria portanto eliminar os indivíduos nestas condições, de preferência da forma mais rápida e indolor possível. Exceções seriam espécies muito bem adaptadas ou populações e indivíduos protegidos e que vivessem em média vidas de alto conforto e bem-estar.

Isto poderia ter consequências ruins como a redução de biodiversidade, o desequilíbrio de ecossistemas, grande oposição por grupos ambientalistas, defensores dos animais e pela opinião pública em geral, e a longo prazo a extinção irreversível de diversas espécies e mudanças globais do clima e vegetação. Entretanto, poderia se argumentar que mesmo estes prejuízos não compensam o sofrimento dos indivíduo que vivem atualmente.

Transumanistas e tecnoprogressistas defendem que o extincionismo é subótimo uma vez que os meios tecnológicos atuais e do futuro próximo permitirão intervenções biotecnológicas na vida selvagem que permitirão alterar seu nível hedônico efetivamente extinguindo o sofrimento na natureza.

Veja também Editar

Links Editar

Em português Editar

Em inglês Editar

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